terça-feira, setembro 14, 2010

Frase da semana



"De fato, todo amor verdadeiro e puro é compaixão, e todo amor que não seja compaixão é egoísmo." - Schopenhauer

Quando o ideal de amor da nossa cultura é fundado na paixão romântica, saberemos distinguir o que seja um amor puro? Saberemos senti-lo? Saberemos mesmo que ele é necessário?

5 comentários:

mayara disse...

Ih rodrigo está nostálgico,carente ou apaixonado?
ou será crise de meia idade? =p
boa sorte, com seus devaneios

Bia Franco disse...

Schopenhauer é o cara!

Priscila Azeredo disse...

Todos nós somos capazes de amar. E amor não dá pra qualificar como "puro", "romantico" e etc. Se qualificar, não é amor. Amor é a força que nos torna melhor - independente do "outro" e do mundo ao nosso redor.
Mas a gente teima em achar ( e isso eu me incluo) que amor é devoção a um ser amado... E não é. Amar é uma qualidade íntima, pessoal e intransferível. Podemos oferecer gestos amorosos, carinho, compaixão. Mas o amor, aquilo que sentimos, é nosso.

Por isso que amar é melhor que ser amado... Porque não podemos sentir o amor que o outro tem por nós... Só podemos receber suas demonstrações de afeto... O amor, de fato, é aquele que está em nós. E isso independe do "outro".

Ame independente de ser amado. Porque o amor que está em você é a força que te transforma.

Bjs
Priscila

Thais, The Wanderer disse...

Respondê-lo-ei citando o mesmo autor que por ti foi citado.

Estamos num mundo onde "a felicidade e o prazer são apenas quimeras, mostradas a distância por uma ilusão, enquanto o sofrimento e a dor são reais e manifestam-se diretamente por si, sem a necessidade da ilusão e da espera".

Lembrei desse trecho ao ler seu post.
Abraços.

Rodrigo disse...

Schopenhauer seria o terror da moderna literatura de autoajuda... :-)

Gosto dos pessimistas pela maneira como "põem o dedo na ferida" e desconstroem preconceitos e clichês. Por outro lado, há que se convir que eles também exageram bastante o desvalor do que chamaríamos as pequenas alegrias da vida.

Um dia pretendo encarar Schopenhauer. "O mundo como Vontade e representação" é um velho sonho de consumo.

Um abraço,
Rodrigo.