domingo, setembro 23, 2007

Balanço da Bienal

Duas tardes de garimpagem, contenção de despesas e muita caminhada. O resultado? Eis o saldo recorde desta Bienal (para lembrar aos incautos que perdição é a combinação de salário com megafeira de livros):

  • Os doze volumes encadernados da Revista Espírita -- Jornal de Estudos Psicológicos, da Sociedade Espírita de Paris, editada por Allan Kardec.
  • Religião, de Carlos Imbassahy (o pai), verdadeiro sobre a bizarra e interminável discussão sobre ser ou não o Espiritismo uma religião.
  • Eça de Queirós, Póstumo, coletânea de psicografias de Fernando Lacerda atribuídas ao literato português (digam o que quiserem sobre a autenticidade ou não dos escritos, a leitura é uma delícia).
  • A Doutrina de Buda e o Tao-te-king (este comentado por Huberto Rohden).
  • Ficções, de Jorge Luís Borges, a ridículos doze reais.
  • Em Silêncio: Por que rezamos, de Donald Spoto, sobre o hábito da prece nas mais diversas tradições religiosas.
  • A História da Família, de James Casey.
  • A Voz do Fogo, o primeiro romance do virtuoso dos quadrinhos Alan Moore, também autor de V de Vingança, Watchmen e, last but not least, o recém-lançado em português Lost Girls.
  • Salambô, de Flaubert, uma incursão do autor de Madame Bovary pelo romance histórico, trocando a charmosa Paris pela exótica Cartago.
  • Homens Representativos, de Ralph Waldo Emerson, com pequenos ensaios biográficos de grandes homens, de Platão a Montaigne e Shakespeare.
  • Contando Vantagem, de John Kenneth Galbraith, em que o célebre e espirituoso economista narra suas experiências com os diferentes governos americanos de Roosevelt a Lyndon Johnson.
Pena o dinheiro ter acabado antes de eu voltar à seção de neurociência da Companhia das Letras... Mas exercitei meu impulso biblioconsumista pelo equivalente a meses. Só falta agora levar minhas aquisições para uma ilha deserta por alguns anos e pôr a leitura em dia.

(Não custa sonhar...)


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3 comentários:

Elaine disse...

Depois de ter visto a lista de suas aquisições da última Bienal,"morri de inveja", no bom sentido, é claro.Comparada com a sua, a minha incursão pelos corredores da Bienal, bem que poderia nos fazer dar algumas risadas,(depois que a irritação passar,é claro!).
Pra resumir fui acompanhada de pessoas que não tinham o menor interesse de passar horas olhando estantes e escolhendo livros.
Levei meu filho na tentativa de inocular nele algum interesse pelos livros, mas ele, com 16 anos, insistiu em levar a namorada e passou o tempo todo sentado num banco,namorando.
Meu marido,mal conseguia disfarçar que estava apenas sendo política e matrimonialmente correto. Enfim, depois de passar por tantas filas que não pude engrossar, consegui comprar um pequeno livro de Salmos,no qual vou mergulhar, na tentativa de acalmar minhas irritação e frustação, esperando pela próxima Bienal que, já está decidido:vou sozinha!

palasatena disse...

Isso é que é aproveitar uma bienal. Quando eu crescer, quero ser assim. :)

Palasatena disse...

Opa! Damasio!Em breve!Caiu como uma luva.