quinta-feira, março 18, 2010

"Isso também passará."


Já que tanto se fala em Chico Xavier com a proximidade da estreia de seu filme, uma historinha singela sobre ele que se conta no meio espírita. Existem inúmeras desse tipo, e não sei dizer quais seriam verdadeiras e quais puro folclore, ou uma mistura dos dois. Não importa, achei-a encantadoramente sábia. Basta clicar aqui.

Ainda sobre ele, conheci um jornalista que já teve a oportunidade de entrevistá-lo. Como é de conhecimento geral, Chico sofreu vários ataques ao longo de sua extensa carreira, desde o clero até a imprensa, sem falar dos dissabores inevitáveis da convivência com muita gente. Um dia, esse jornalista perguntou a ele como fazia para não se irritar, e a resposta foi de uma simplicidade exemplar: "Basta aceitar as pessoas como elas são." Ouvi isso há exatos sete dias, e ainda estou digerindo todas as implicações disso. Lembrei-me de um dos preceitos da não-violência gandhiana, que é a ideia de que, numa campanha reivindicatória em que se encontra opositores à sua causa (que é justa), deve-se separar os indivíduos do papel que estão desempenhando ali. Noutras palavras, o preceito bíblico de "odiar o pecado, não o pecador" -- separar a pessoa em si, portadora de uma dignidade inerente à condição de ser humano, dos seus erros, que podem ser graves e devem ser combatidos. Com isso, a indignação com a injustiça deixa de se converter em ódio ao semelhante, como é muito frequente. Vendo por esse ângulo, a ideia milenar do amor ao próximo deixa de ser tão absurda como pode parecer à primeira vista e passa a se tornar humanamente viável.

Para refletir... e sentir.

2 comentários:

Maria Clara disse...

Tb achei extremamente sábio.
E precisamos constantemente lembrar dessas palavras.
Gostei muito desse post.
Obrigada.

Maria Clara disse...
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